O radão é um gás natural, radioativo, invisível e inodoro, que pode infiltrar-se em qualquer edifício através de fissuras no solo, fundações ou canalizações. Apesar de silencioso, representa um risco real: a exposição prolongada ao radão é a segunda principal causa de cancro do pulmão, logo após o tabaco.

Locais mal ventilados, como caves, subsolos e rés-do-chão, acumulam maior concentração deste gás, mas qualquer espaço pode estar em risco. Zonas com solos graníticos, como o Norte e o Centro de Portugal, são especialmente suscetíveis. Escolas, hospitais, escritórios e habitações estão entre os edifícios onde a monitorização é fundamental.

Medir para agir

A avaliação do radão é feita através de detetores passivos ou ativos. As medições podem ser de curto prazo, realizadas em poucos dias, ou de longo prazo, que duram entre três meses e um ano, oferecendo resultados mais precisos. Com base nos resultados, podem ser implementadas medidas corretivas, como melhorias na ventilação ou selagem de fissuras, garantindo a segurança dos ocupantes.

Prazo crítico para empresas

O Decreto-Lei n.º 108/2018 obriga todos os locais de trabalho a manter níveis de radão abaixo do limite legal, e o Plano Nacional para o Radão (PNRn) define a periodicidade das medições. Embora o prazo inicial para a monitorização tenha sido até 2025, muitas empresas ainda não concluíram este processo. Estamos agora em 2026, tornando a avaliação uma prioridade urgente para evitar riscos à saúde e possíveis penalizações legais.

Prevenir é proteger

O radão não se vê, mas os seus efeitos são reais. Avaliar a sua presença é uma medida preventiva que protege trabalhadores, estudantes, pacientes e residentes, assegurando que os espaços onde passamos a maior parte do dia são seguros. Garantir a qualidade do ar interior é, acima de tudo, um ato de responsabilidade e cuidado com todos os ocupantes dos edifícios.

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